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Senhor Deus dos desgraçados !
Dizei-me vós, Senhor Deus !
Se eu deliro...ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar ! por que não apagas
Co´a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão ?
Astros ! noites ! tempestades !
Rolai das imensidades !
Varrei os mares, tufão !...
..................................................Fatalidade atroz que a mente esmaga !
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu na vaga,
Como um íris no pélago profundo !
...Mas é infâmia demais...Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo...
Andrada ! arranca esse pendão dos ares !
Colombo ! fecha a porta dos teus mares !
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Castro Alves. “O Navio Negreiro”.* * *
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