|

Durante milhares de anos, o principal meio de armazenamento de informação usado pela Humanidade tem sido o papel. Embora ele não seja imune aos estragos do tempo, a prova de que o papel é um meio altamente eficiente e duradouro são os livros e pergaminhos produzidos há mais de mil anos atrás, que continuam sendo legíveis e, em muitos casos, bem preservados em museus.
A era da comunicação eletrônica, entretanto, trouxe um dilúvio de novos meios de registro: fitas e discos magnéticos, discos de vinil, CD's, etc. Ao contrário do papel impresso, entretanto (que não necessita nada mais do que nossos olhos e uma iluminação razoável, para ser lido), cada novo meio trouxe a necessidade de um dispositivo eletrônico para converter a informação nele armazenada para um formato que possa ser captado diretamente pelos nossos sentidos: toca-discos, toca-fitas, leitores de discos magnéticos e óticos, etc. E esse é que é o problema. O astrônomo Clifford Stoll, autor do livro "Silicon Snake Oil", cita o fato de que os dados recolhidos pela sonda interplanetária Pioneer, da NASA, foram armazenados em quatro formatos digitais diferentes. Nenhum deles pode ser lido atualmente, por não existirem mais equipamentos capazes de fazer isso: ficaram totalmente obsoletos. Stoll diz: "pensem quantos formatos foram extintos: discos de 78 rotações, fita de vídeo de duas polegadas, cilindros fonográficos, fita de papel perfurada, cartões perfurados de 80 colunas e de 100 colunas, disquetes de 8 polegadas, fita digital de 7 trilhas, fita de áudio de carretel, cartuchos de 8 trilhas, DECtape, filmes de 8 mm, slides de vidro... E então, pensem ainda nos formatos que estão começando a desaparecer atualmente: discos de vinil de 45 rpm, disquetes de 5 1/4, fitas de vídeo Betamax...".
Não é difícil imaginar que, dentro de uns quatro ou cinco anos, todos os milhões de CD-ROMs existentes atualmente, fitas DAT, disquetes de 3 polegadas, e outros meios em existência, também ficarão obsoletos e não poderão ser lidos. O leitor pode argumentar: bom, mas esse é um problema fácil de resolver ! Basta transferir periodicamente toda a informação armazenada digitalmente para meios mais modernos. Fácil de falar, mas difícil de fazer... Eu mesmo tenho ainda caixas de cartões perfurados, com dados de minha tese de doutorado, feita em 1977, que gostaria de reanalizar um dia. Não vou conseguir, pois nunca tive a oportunidade nem o tempo de transferir o seu conteúdo para disquetes de 8 polegadas, e depois para disquetes de 3 1/2 (meu computador atual já não tem drive para ler os disquetes de 5 1/4 !). Felizmente, ainda guardo os protocolos de registro em papel, e terei que redigitar tudo de novo.
Outro exemplo ? Pensem nos milhares e milhares de discos de 78 e 45 rotações contendo obras musicais em gravações que nunca foram e nunca serão transferidas para meios mais modernos. Será um acervo histórico absolutamente impressionante, perdido para sempre, pois daqui a algumas décadas provavelmente existirão apenas em museus os toca-discos necessários. Não compensa economicamente replicar todo esse acervo em novos formatos.
Ainda conseguiremos ler um papiro caldeu, contendo inscrições de três mil anos atrás, armazenado no Museu Britânico, mas não conseguiremos ouvir uma canção gravada em 1930 ! Como vêm, não é um problema fácil de resolver, e nem creio que haja interesse em resolvê-lo, pois é própria da revolução digital essa busca por meios de capacidade e de velocidade de gravação e leitura cada vez maiores.
Mas não deixa de ser curioso que é justamente essa revolução, que está nos fazendo entrar numa era de informação pura e cada vez mais volumosa, que será a assassina da história...
Fonte: http://www.epub.org.br/correio/corr9692.htm
Temos a mania de citar o LP em vinyl como o exemplo de som analógico. No entanto teremos de citar também os gravadores profissionais etc... que possuem um som estupendo!
Tecnicamente o som analógico é superior, pois consegue traduzir com a máxima perfeição todo o espectro e, principalmente, sua complexidade.
A indústria do disco e dos
aparelhos, está ganhando uma "nota" com os CDs e os aparelhos de
baixa qualidade (ninguem percebe). Um CD custa entre 3 e 7 vezes o preço
de um vinyl antigo e um aparelho de som hoje, custa 3 a 20 vezes o que
realmente vale.
Fonte: http://www.meubrasil.inf.br/esedra/FAQ/Audio.htm
O som é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0's e 1's não pode conter toda essa informação porque se o fizesse cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feita é uma AMOSTRAGEM digital, isto é, selecionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai para o CD. Todo o resto é cortado. Todo o resto.
Quando se ouve um bom vinil ouve-se TUDO o que a banda gravou. Tudo o que eles ou elas queriam que nós ouvissemos. Um mau vinil terá praticamente tudo também, simplesmente não com a clareza e o brilho original. Eis o som analógico.
Os seres humanos, até que se prove o contrário, são analógicos, não são 'digitais', e por isso reagem melhor ao som analógico. Se ouvir o mesmo álbum, nas mesmas condições e com material de igual qualidade, muito provavelmente preferirá ouvir em vinil. Testes 'cegos' (isto é, sem que os testados soubessem qual era o CD e qual o vinil) tiveram os resultados que se esperaria - a grande maioria das pessoas prefere o vinil. O som em vinil é quase sempre descrito como mais 'quente' e mais 'profundo'. O som digital, quando comparado com o analógico, é descrito usualmente como mais 'frio' e 'linear'.
Por fim, e apesar de ser uma razão talvez menor, há que referir o trabalho gráfico. Um LP é ENORME, e a capa do disco é GRANDE. As fotos dos ídolos são MAIORES e as letras não ficam em corpo 8!
Extraído do texto: "Som analógico
vs. som digital"
Fonte: http://urbi.ubi.pt/000822/edicao/op_ph.html
Fonte: http://www.homestudio.com.br/Artigo20.htm
Textos de: Sérgio Izecksohn
DJ Cascão
"Em primeiro lugar o vinil tem
melhor qualidade que o cd. Segundo é muito mais fácil de
se manusear sendo que o cd é digital. Particularmente eu prefiro
tocar com vinil. Mas no momento não estou podendo (falta dinheiro)
Se as casas noturnas aqui no Japão investissem um pouco em material
resolveria o problema."
DJ Cobra
"não acho que o vinil seja
melhor que um cd. é claro que para a maioria das pessoas o formato
do cd é muito mais prático e conveniente que o 12" (vinil),
afinal com o cd você pode ouvir as músicas e carrega-las para
qualquer lugar sem muito esforço. Já para um dj o vinil é
eterno! é um instrumento que não saiu de moda, pelo contrário.
com o vinil o dj tem a oportunidade de mostrar suas habilidades e técnicas
de mixagens com muito mais intensidade do que num cd. Para se tocar com
vinil são necessárias as pick ups (vitrolas), aparelho de
muita precisão e que possibilita infinitos recursos para o dj contagiar
a multidão! A atenção do dj tem que ser maior quando
estiver usando o vinil, pois o manuseio deste é manual e mecânico,
ao contrário do cd, ou seja, você tem que estar sempre atento
pois não dispõe de mecanismos que auxiliam na visualização
do andamento da música. Para se melhor entender: o vinil está
para o dj assim como the Beatles estão para a história do
rock!"
DJ Fofão
"O vinil é melhor porque
além de ter um grave melhor que o cd,não tem perigo da música
pular igual o cd caso estiver riscado,o cara tem que pegar o vinil na mão,sentir
a música mas a geração de hoje só querem saber
de CDR que é lamentável, resumindo o cd é o seguinte:é
a mesma coisa que vc dar o maior foda da sua vida e não ver a cara
da pessoa,já no vinil você toca,passa a mão,sente e
vê a cara dela. "
DJ Ken
"Bom, primeiro que a freqüência
de graves de um vinil nem se compara com a de um CD, e vinil é vinil.
Todo DJ adora tocar com um vinil. Aliás, um DJ de verdade sabe tocar
com vinil. Hoje em dia tem muito DJs novos que não sabem nem como
começar a mixar com um vinil. Eu também toco muito com CDs
mas nunca abandonarei o vinil. "The real Dee Jay plays vinyl", já
vi essa frase em algum lugar hahahaha... Acho que era em uma camiseta..."
DJ Piu Jack
"Para nós Dj`s, que aprendemos
a "tocar" com vinil basicamente, é o que vira, pois o disco de vinil
12" (ou o 12 "inch"- polegadas) como chamamos, vem somente com um ou no
máximo dois títulos de música, e na hora de procuramos
uma música, só de olhar para a capa do vinil, nos vem toda
a construção da música na cabeça, assim como
qual versão que há no disco, e etc... Sem falar na praticidade
do vinil ser muito mais rápido de se fazer o "acerto", pois você
coloca o disco acha o ponto e ainda pode dar uma conferida na música...
Tem o tal do "gingado da mão" que é o movimento de vai e
vem que fazemos com o vinil, na hora de acertar o ponto, que é muito
gostoso. Com o vinil, nós literalmente manipulamos a música...
ao contrário do Cd, que tem que se apertar botões p/ se fazer
algo..."
DJ Roger
"Em primeiro lugar, a questão
da qualidade é indiscutível. O vinil (single para DJ) além
da satisfação de tocar com as MKS, te dá mais segurança.
O CD tem uma qualidade diferente que no meu ponto de vista ainda não
se iguala ao de 12" que ainda é o mais apropriado para uma casa
noturna!"
DJ Ronaldo Gasparian
"Essa é uma questão
polêmica. O vinil não é melhor ou pior do que o CD,
os dois têm suas vantagens e desvantagens. O importante é
que o DJ se sinta confortável e seguro com o formato que ele resolveu
trabalhar. Se mixar com vinil para você for mais fácil, vá
em frente. Se o CD for mais acessível, não hesite. O importante
no final é fazer a galera dançar, não é?"
Fonte: http://www.angelcities.com/members/megaquality/maininterview_jan2_01.html
É indiscutível a superioridade do som de um vinil, já
que é analógico, mas mesmo assim, muita informação
original é perdida, por causa do material usado: o vinil. Não
existe um material que guarde informações analógicas
perfeitamente, pois todas elas são limitadas pelo tamanho da molécula
do material. O vinil é um policarbonato excelente para isso, pois
é fácil de se contruir cadeias dele, e tem um tamanho de
molécula bem pequeno, além de fácil moldagem, resistência
e durabilidade. Mas algumas informações, que só são
reproduzidos pelos instrumentos originais, são perdidas por irregularidades
do material. Já no CD, são informações digitais,
com uma amostragem de 44,1 KHz, e uma resolução de 16 bits,
ou seja, cada segundo de música de um CD, equivale a 44100 pedaços
de informação de 16 bits. Cada pedaço desse equivale
a um ponto, entre 65536 pontos possiveis, de amplitude. O conversor D/A,
ou digital para analógico, faz uma interpolação desses
dados, na geração do sinal elétrico analógico,
o que permite uma
reconstrução do som.
Ela é, claro, incompleta, mas relativamente boa.
O ouvido humano é capaz de perceber sons da faixa de 20 Hz a 20
KHz, e estudos demonstraram que a amostragem deveria ser um pouco superior
ao dobro da faixa de percepção, no caso 20 KHz. Perceba que
o telefone tem uma amostragem de 11,25 KHz, já que a voz humana,
principal som transmitido em um telefone, fica na faixa de de 5 KHz.
Também é indiscutível a qualidade que tínhamos
nos encartes e arte da capa dos álbuns em vinil.
Infelizmente, como todo meio de
armazenamento analógico, o vinil sofre deteriorações
com o tempo, além de sempre termos que limpar o vinil antes de tocar
para não desgastar a agulha e não ter os cliques no som,
causado por poeira e outras sujeiras no disco. Também tínhamos
que trocar as agulhas de tempos em tempos, pois elas gastavam. Além
disso, o viníl necessitava de um espaço enorme para guardarmos
todos eles, eram grandes e pesados.
Já o CD revolucionou a indústria fonográfica por seu
tamanho e capacidade. Quem imaginava que poderíamos ter 74 minutos
de música em apenas um lado de um disco. Isso trazia mais possibilidades,
como músicas maiores do que 23 minutos, que era limitado pelo tamanho
do disco de vinil. Várias obras de música clássica
eram interrompidas, necessitando a troca do lado do disco. Tudo isso, sem
contar que o meio digital ótico de armazenamento é bem
mais duradouro. Veja que uma fita
cassete ou VHS perde qualidade a cada regravação, um vinil
gasta a cada utilização. O tempo é o pior inimigo
deles.
Como você vê, existem vários prós e contras em
cada tipo de armazenamento e o mais fácil sempre leva vantagem,
mesmo que com menos qualidade. O que você espera que uma dona de
casa, ou qualquer pessoa comum queira em um formato de áudio? Facilidade
de utilização. Colocar na gaveta e
dar play, e para passar a musica,
um simples apertar de botão. Já uma pessoa especializada
quer qualidade, não importa como. Um DJ, ou um produtor musical
querem qualidade de áudio. E hoje em dia, alguns vinis tem preço
maior do que vários CD's, e existe uma dificuldade tremenda em se
achar discos de vinil, pois várias gravadoras pararam de produzí-los,
principalmente as grandes. Veja que mais uma vez o formato fácil
ganha de um formato com mais qualidade. O MP3 é um formato de áudio
compactado com perdas, tendo menos qualidade do que um CD, e, consequentenmente,
muito menos
qualidade do que um vinil. Mas
eu posso escutá-lo em qualquer lugar, a qualquer hora.
Texto escrito, e gentilmente enviado por:
Victor
Apocalypse Rodrigues
OBS: Os textos acima citados não são de autoria do Webmaster deste site. Todas as informações foram postas com a respectiva fonte. Porém, caso você seja o autor de algum dos textos aqui apresentados, e não queira a presença do mesmo nesta página, basta me enviar um e-mail, que o texto será devidamente retirado.
Fabiano
Suassuna Montenegro
Webmaster