“Poltergeist – O Fenômeno” é um dos maiores clássicos do cinema americano, em se tratando de filmes de terror.
            Steven Spilberg produziu essa verdadeira obra prima, recheada de sangue e suspense do início ao fim.
            O mais intrigante em relação a esse filme diz respeito às diversas mortes ocorridas com vários dos artistas, inclusive com a protagonista: a pequena Carol Anne, interpretada por Heather O´Rourke.
 
 
 
 
NOTA:
TODAS as imagens contendo as iniciais MN, além das caixas
(da fita VHS e do DVD) foram digitalizadas pelo Webmaster deste site.
 
 
 

 
 
Heather O´Rourke
 
Heather O´Rourke
Cena do filme Poltergeist

            Coincidentemente, Heather Michele O´Rourke nasceu (em San Diego, Califórnia) no sábado, 27 de Dezembro de 1975 (EXATAMENTE no mesmo dia, mês, e ano que o Webmaster deste site! – fato este que só tomei conhecimento em 2001, por puro acaso, quando navegava na internet).
            Heather foi protagonista dos 3 episódios: Poltergeist I (1982), Poltergeist II (1986) e Poltergeist III (1988).
            O primeiro sinal da doença que a matou foi sentida por ela em 1987. Ela estava em casa quando começou a sentir náuseas, e seus pés começaram a inchar. Heather então foi levada ao hospital e ficou internada por alguns meses. O diagnóstico acusou giárdia na menina. Receitaram um remédio chamado flagyl, que aparentemente estava fazendo efeito contra a doença.
            Heather aparentemente estava bem, quando foi novamente ao hospital, pouco antes de iniciarem as filmagens de Poltergeist III. Tiraram raio x, e o parasita havia desaparecido. Apenas uma pequena inflamação foi detectada, e tratada com cortisona, o que causou uma pequena desproporcionalidade no rosto de Heather durante um determinado período.
            Após cessar o uso de medicamentos, aparentemente desnecessários naquele momento, Heather viajou de Chicago para a Disneylândia na Flórida e voltaram para Los Angeles. Nessa período, a saúde de Heather parecia estar excelente.
            Na manhã de 31 de Janeiro de 1988, Heather acordou vomitando. Durante o dia, sua mãe (Kathleen) deu-lhe Gatorade, que havia sido receitado pelos médicos. No dia seguinte (1º de Fevereiro de 1988) Heather acordou e disse à mãe que estava indo à escola. Kathleen disse “Não. Você não vai.”  - e ofereceu-lhe algumas torradas. Heather disse que não tinha condições de engolir nenhum alimento. Sua mãe então notou que os dedos dela estavam azuis e que sua respiração estava ficando pesada. Então, Kathleen chamou um médico local, e este lhe informou que ela deveria levar a filha para seu consultório. Cerca de 20 segundos depois, Heather caiu no chão. Sofrendo de choque séptico, a menina ainda estava consciente, quando os paramédicos chegaram e perguntaram se ela estava se sentindo mal. Heather respondeu “Um pouco.” No caminho para a ambulância, Kathleen disse “I love you” (Eu te amo). Heather respondeu “I love you too” (Eu te amo também). Foram as últimas palavras trocadas entre mãe e filha.
            Dez minutos depois, a ambulância chegou ao hospital. Heather já havia sofrido uma parada cardíaca e estava inconsciente. Os paramédicos tentaram reanimá-la, mas o esforço foi em vão. Às 9:25 da manhã (horário local) Heather estava praticamente morta. Ainda a ressuscitaram e a levaram de helicóptero até um hospital infantil a 20 milhas de distância – eram 10:45 da manhã. Heather chegou em estado crítico, e suas pupilas estavam fixas, o que poderia indicar danos cerebrais. Os médicos então pediram permissão para fazer uma operação no abdômen, e os pais dela concordaram. Ao encontrarem uma obstrução no intestino, os médicos a corrigiram. Mas já era tarde demais. Às 2:43 da tarde foi anunciada a sua morte. Heather O´Rourke faleceu em 1º de Fevereiro de 1988, com apenas 12 anos de idade.

O texto original (em inglês) sobre Heather O´Rourke pertence ao site:
http://www.webspawner.com/users/wwwheathercom
Tradução:
Fabiano Suassuna D. A. Montenegro
 
 


 
 
Dominique Dunne
 
Dominique Dunne
Cena do filme Poltergeist

            Em Poltergeist, Dominique Dunne fazia o papel de Dana Freeling, a filha mais velha da família, e irmã de Carol Anne.
            Na vida real, Dominique era a filha mais nova do produtor de filmes e TV e recente novelista Dominick Dunne, e irmã do produtor e ator Griffin Dunne.
            Dominique nasceu em 23 de Novembro de 1959 em Santa Mônica, Califórnia, e depois que seus pais se divorciaram, ela mudou-se para Nova York, e posteriormente mudou-se para Beverly Hills.
            Após terminar o segundo grau, Dominique foi para a Universidade do Colorado para estudar teatro.
            O maior erro de Dominique foi estar em uma festa, onde ela conheceu e se apaixonou por aquele que mais tarde tornar-se-ia o responsável por sua morte: John Sweeney. Este passou a abusar emocional e psicologicamente de Dominique. Evidências de seus abusos podiam ser vistos no set de filmagem, nas aparições de Dominique no programa de TV chamado “Hill Street Blues”, onde ela não precisava de maquiagem para interpretar uma vítima de abuso.
            No Halloween de 1982, Dominique Dunne finalmente se cansou dos sofrimentos causados por John Sweeney e terminou o relacionamento com ele.
            Na noite de 30 de Outubro de 1982, enquanto Dominique Dunne e o ator David Parker estavam ensaiando uma cena de determinada mini-série, na casa dela, John Sweeney apareceu. Ambos foram para fora da casa e começaram a discutir. John Sweeney então a estrangulou, até causar sua morte cerebral e levá-la ao estado de coma.
            Dominique Dunne faleceu em 04 de Novembro de 1982 (alguns meses após o término das filmagens de Poltergeist I), aos 22 anos de idade, depois que sua família autorizou que desligassem os aparelhos que ainda a mantinham viva. Dominique jamais recuperou a consciência após ter sido estrangulada covardemente por John Sweeney.

O texto original (em inglês) sobre Dominique Dunne pertence ao site:
http://users.nlamerica.com/tharden/ddtr.html
Tradução:
Fabiano Suassuna D. A. Montenegro
 

Dominique Dunne
Foto retirada do site: http://users.nlamerica.com/tharden/ddtr.html

            Dominique Dunne foi uma espécie de Daniela Perez americana, dos anos 80”: uma atriz jovem, com uma carreira brilhante à sua frente, e que foi assassinada covardemente por alguém que supostamente a amava. Inclusive, ambas tinham 22 anos de idade, eram filhas de novelistas, e foram mortas atacadas pelo pescoço.
            Confesso que fiquei extremamente chocado e revoltado ao descobrir, durante pesquisas na internet sobre o filme Poltergeist, no ano de 2001, que Dominique havia morrido há tanto tempo, e principalmente pela maneira como ela foi assassinada.
 
 


 
 
 
Outros artistas da trilogia Poltergeist que também faleceram:
 
 
 
Julian Beck
 
Julian Beck
Cena do filme Poltergeist II

            Sua morte foi causada por câncer de estômago. Faleceu em 14 de Setembro de 1986, no hospital Mount Sinai em Nova York.
            Julian Beck já estava combatendo a doença há 18 meses, e faleceu durante as filmagens de Poltergeist II, onde interpretava o reverendo Henry Kane.
 
 


 
 
Will Sampson
 
Will Sampson
Cena do filme Poltergeist II
 

            Will Sampson morreu em 03 de Junho de 1987, no hospital Houston, depois de realizar um transplante de coração 6 meses antes.
            A causa de sua morte foi atribuída a uma severa subnutrição e a um tipo de infecção causada por um fungo. Sampson interpretava o índio Taylor, em Poltergeist II.
 
 


 
 
Beatrice Straight
 
Beatrice Straight
Cena do filme Poltergeist

            Beatrice Straight, a atriz que interpretava a Doutora Lesh no filme Poltergeist I, faleceu em 2001.
 

 


 
 
Considerações do Webmaster
sobre o filme Poltergeist
 
 
            “Poltergeist” foi um dos primeiros filmes de terror que eu assisti na minha infância. Desde criança, tive curiosidade por filmes sangrentos e com muito suspense.
            Por volta de 1985 (definitivamente não lembro o ano exato) a Rede Globo iria exibir o então inédito “Poltergeist – O Fenômeno”. Passei o dia assistindo entusiasmado as chamadas do filme, que não paravam de ser veiculadas pela emissora, durante todo o dia. Na época, eu tinha uns 9 anos de idade (ou menos).
            Finalmente, quando começou o filme, meus pais me deixaram assistir por alguns minutos. Vale lembrar que o filme era liberado pela então “Censura Federal” para maiores de certa idade, e que eu estava muito abaixo da idade mínima recomendada para aquele filme. Outro detalhe relevante é que as crianças de hoje têm acesso às informações muito mais precocemente do que as crianças dos anos 80, que eram bem mais ingênuas e fáceis de se impressionar; e que “filmes de terror não assustam tanto as crianças de hoje como assustavam as crianças de ontem”.
            Mesmo com muita vontade de assistir ao filme, algumas cenas eram fortes demais para uma criança, ainda cursando o primário. Logo no início, meus pais disseram que eu não iria poder assistir ao filme (lembro da sensação de frustração que senti quando ouvi aquilo). Mas me deixaram ver alguns trechos do início.   Em determinado momento do filme (creio que durante a tempestade, quando a árvore tenta engolir o irmão da Carol Anne, e quando esta é levada para outra dimensão), meus pais me impediram de continuar assistindo. Fiquei muito chateado por não poder ver aquilo que eu havia esperado durante todo o dia, com extrema ansiedade. Até gravei em fita cassete, no meu gravador CCE CS 605 (pois ainda não tínhamos videocassete em casa) o som do início do filme. Outro trecho que me deixaram ver foi quando a mãe de Carol Anne consegue trazê-la de volta pela corda: as duas ensangüentadas; e também quando a família está encaixotando os móveis para se mudar. Aliás, nessa hora, meus pais desligaram a TV dizendo que o filme terminava ali. Passei muito tempo acreditando que AQUELE PONTO DO FILME era o extremo final. Anos mais tarde, ao assistir a reprise (agora, OBVIAMENTE, sem a “censura dos pais”) me surpreendi quando constatei quanta coisa ainda iria acontecer no filme.
            Taí algo referente à infância que não me dá muita saudade: o total controle dos pais (ou demais responsáveis) sobre uma criança. Tenho plena convicção de que a atitude tomada por meus pais naquele momento foi extremamente coerente e exemplar, ao impedirem uma criança de ver algo totalmente inadequado para sua idade (aliás, eles foram até muito condescendentes, ao me permitirem ver alguns trechos fortes do filme). Porém, mesmo tendo consciência da correta atitude tomada por meus pais, não me conformo ATÉ HOJE de ter sido impedido de ver Poltergeist naquela noite...

Hoje, tenho Poltergeist:

· Fita VHS (Dublado) (gravado no Corujão, na Rede Globo, por volta de 1996);
· Fita VHS (Legendado) (fita selada de locadora);
· e o DVD

Fita VHS
DVD
            Inclusive, quando adquiri a fita VHS selada, disse a meus pais: “Aqui está o filme que eu tanto queria ver quando era pequeno, e que vocês me impediram na época”.
 
Fabiano Suassuna Dutra de Albuquerque Montenegro - (Webmaster)
João Pessoa, 23 de Maio de 2002
 
 

 
 
Links recomendados, relacionados às duas jovens atrizes
mortas prematuramente:
 
 
In Memory of my favorite actress Dominique Dunne      Excelente site (em inglês) feito por Tony Harden: um fã da atriz Dominique Dunne, inconformado com sua morte. Uma verdadeira homenagem prestada a ela. Há informações detalhadas sobre toda a carreira da atriz, sobre seu assassinato, sobre o assassino, inúmeras fotos e capturas em vídeo de Dominique, filmografia da atriz, e até um suposto e-mail escrito pelo próprio homicida (assinando com o nome de John Maura) em protesto contra as críticas feitas pelo Webmaster, que não hesita em expor sua ira em relação ao asassino John Sweeney, desejando que o mesmo morra ao sair de um cemitério, em um simples acidente de carro. Vale a pena visitar!
 
 
The Dominique Dunne Site  -  Outro site (em inglês, italiano e alemão) muito bom sobre Dominique Dunne. Extremamente bem organizado e completo, repleto de imagens e informações sobre a atriz. Também vale a pena visitar.
 

The Heather O´Rourke Memorial Site  -  Também em inglês, este é um dos melhores sites a respeito da vida e morte de Heather O´Rourke - a eterna Carol Anne de Poltergeist. Inúmeras fotos da atriz no filme, fotos de família, e inclusive fotos de seu túmulo. Sem dúvida, um dos sites mais completos sobre a atriz.
 
 
 

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