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Me surpreendi desde o início, com os flashes de um corpo em decomposição, até seu final, depois de uma hora e meia de muitas cenas tensas, recheadas com mortes e torturas, e de muitos gritos da extremamente talentosa atriz Marilyn Burns, que dá um show de interpretação como há muito não se vê.
Estou acostumado a ver filmes de terror e suspense desde criança, e tenho estômago forte o suficiente para assistir a filmes técnicos sobre autópsias reais, os quais já vi algumas vezes; além de ter visto praticamente todas as fitas da série "Faces da Morte". Porém, há muito tempo, não ficava tão apreensivo ao assistir a um filme de terror. Sempre procuro assisti-los em altas horas da madrugada, sozinho, e no escuro total, para potencializar a sensação de suspense que filmes desse gênero proporcionam (pelo menos os antigos filmes de terror, porque os novos perderam essa importante característica...).
E, sinceramente, depois de anos tentando sentir essa sensação
de medo ao acompanhar um filme, devo admitir que realmente "O Massacre
da Serra Elétrica" cumpre com o objetivo de todo bom filme de terror:
assustar e deixar o telespectador apreensivo, cena pós cena.

O filme foi produzido em 1974. Dirigido por Tobe Hooper (que dirigiu posteriormente outros excelentes filmes, como: "Pague para entrar, reze para sair" e "Poltergeist"), teve um orçamento irrisório - porém, com um altíssimo faturamento - e foi filmado em 16mm, dando a impressão de se tratar de um filme amador, devido à qualidade de sua imagem - que contribui ainda mais para que o mesmo se pareça com uma obra documental. Inclusive, concordo plenamente com críticos que dizem que, se o filme tivesse sido produzido nos dias de hoje e com toda a tecnologia disponível atualmente, provavelmente não iria proporcionar o clima tétrico e com ar de realidade que o mesmo possui.


Para mim, uma das cenas de maior impacto do filme é exatamente quando uma moça é pendurada viva, como um simples pedaço de carne em um enorme gancho de açougue, e principalmente, ao apenas ouvi-la aos gemidos, agonizando e morrendo lentamente. Considero esta uma das cenas mais fantásticas dentre todos os filmes de terror que eu já vi, juntamente com a cena em que a mesma personagem se debate dentro de um freezer.
"O Massacre da Serra Elétrica" foi proibido no Brasil, e em vários países, como: Alemanha, Inglaterra, Suécia e Finlândia, dentre outros; somente chegando por aqui praticamente 20 anos depois de seu lançamento. O filme é tão impactante que, na época de sua exibição, os cinemas americanos distribuiam sacos de vômito para os espectadores, que não estavam acostumados com o ainda incipiente mercado de filmes de terror; e várias pessoas deixavam a sala de exibição antes da metade do filme.
É por obras-primas como o "Massacre" que, cada vez mais, me convenço
da velha frase: "Não se faz mais filmes (principalmente de terror)
como antigamente"!
"O Massacre da Serra Elétrica" foi lançado em DVD no Brasil pela Flash Star, e é encontrado em bancas de jornais e também em lojas, geralmente vendido "a preço de banana" (sempre inferior a R$ 20,00 e muitas vezes encontrado por um preço em torno de R$ 10,00). O filme é em formato Widescreen, som Dolby Digital 2.0, e vem recheado de extras:
- Trailler original
- Cenas deletadas
- Filmagens alternativas
(erros de filmagens)
- Biografias
- Notas de Produção
- Cartazes e anúncios
de época
- Galeria de Fotos
Imperdível para os verdadeiros amantes dos filmes de terror, e de
cinema de uma maneira geral.

Esperemos que, desta vez, diferentemente do que aconteceu em 1974, o filme não seja proibido novamente aqui no Brasil.
Entretanto, eu aconselho: antes de assistir ao remake, VEJA O ORIGINAL - pois provavelmente a nova versão não chegará aos pés da obra-prima de 1974.
Fonte:
Capa
do DVD; e foto do Leatherface: Arquivo
pessoal do Webmaster
Cenas
do filme em: http://www.geocities.com/Hollywood/Hills/3454/texas/massacre.html
Folder
do remake: Divulgação
http://www.gunnarhansen.com
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Site oficial (em inglês) do ator Gunnar Hansen, o personagem "Leatherface"
do filme.
http://www.paulpartain.com
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Site oficial (em inglês) do ator Paul Partain, o personagem paraplégico
Franklin do filme.