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Hino a Perséfone
Perséfone, bendita filha do grande Zeus, filha única de Deméter,
vem e aceita este sacrifício cheio de graça.
Mui honrada esposa de Plutão, prudente e vivificante,
comandas as portas dos Hades nas entranhas da terra.
Paxidique* dos belíssimos cachos, fruto puro de Deo,
Mãe das Fúrias, rainha do além-túmulo,
gerada por Zeus em união candlestina.
Mãe do vociferante Euboleus** das muitas formas,
radiante e luminosa companheira de folguedo das Estações,
augusta, onipotente, donzela rica em dotes,
brilhante e cornada, tú somente és amada pelos mortais.
Na primavera rejubila nas brisas das campinas
e mostra tua sacra figura em rebentos e verdes frutos.
Tornas-te noiva do que te raptou no outono,
tu somente és vida e morte para os mortais que labutam.
Ó Perséfone, tu sempre os alimenta e os matas também.
Ouve-me, Ó abençoada Deusa, e envia os frutos da terra.
Tu que floresces em paz, e meiga saúde,
e em vida de fartura que conduz a uma velhice de conforto
ao teu domínio, Ó rainha, e ao do poderoso Plutão.
(The Orphic Hymns, trad. por Athanassakis em The Ancient Mysteries, org. por Meyer, p. 105)
*codinome de Perséfone
** Dionísio