Ankh

 

 

 

 

O ankh é um dos símbolos antigos de maior permanência na nossa cultura atual, em parte devido ao destaque a ele dado pelo movimento ocultista de fins do século XIX e pela Nova Era, a partir da década de 1960. Sua origem é egípcia. Trata-se de um hieróglifo encontrado largamente na arte do Egito Antigo, especialmente nas pirâmides e mortuários, devido a seu significado ligado à vida e morte. A popularidade do ankh se comprova através dos vários objetos quotidianos moldados na forma do ankh: colheres, cetros, espelhos, etc. Na tumba de Tutankhamun, um porta-espelho dourado foi encontrado na forma de um ankh, num claro jogo de palavras, vez que a palavra egípcia para espelho também é "ankh". Várias são as teorias que tentam desvendar a origem do ankh. Uma das teses mais comuns é a de que o ankh representa uma simples sandália. Muitos, contudo, vêem o ankh como a representação do útero, com seu topo arredondado, símbolo de vida e fertilidade. Assemelhado ao Nó de Ísis, o ankh também é encarado como uma espécie de arco elaborado, tanto que algumas vezes é representado com a parte inferior bipartida - as duas extremidades do arco, ou mesmo, em representações mais primitivas, com as extremidades inferiores separadas. O Ankh também é conhecido como a Chave do Nilo, representando a união entre Osíris e Ísis, que originava as cheias periódicas do Nilo, fundamentais para a sobrevivência do povo egípcio. O significado do ankh se liga fundamentalmente aos conceitos de vida e morte, ou melhor de vida eterna.

É neste sentido que ele é tradicionalmente representado com as divindades egípcias, sendo segurado pelo círculo como uma chave, uma chave que abriria os portões da Vida e da Morte. O ankh também pode representar os elementos fontes de vida como o ar e água, como é mostrado sendo oferecido aos lábios de alguém como o "Sopro da vida", o sopro de que necessitaria para a vida após a morte, ou moldando vasos de libação utilizados em cerimônias religiosas. Por suas semelhanças com a cruz cristã, o ankh chegou a ser assimilido pelos cristãos cópticos, de forma que também é conhecido como a cruz ansada, cóptica ou egípcia. Posteriormente, contudo, veio a ser proscrito e identificado com paganismo, ocultismo e satanismo, sendo ainda contemporaneamente considerado um símbolo diabólico por muitos.

 

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