Compositor, cravista e organista italiano, nasceu em Nápoles em 26 de
outubro de 1685. Filho de Alessandro Scarlatti (1660-1775) compositor de
muitas óperas e cantatas, que foi mestre-de-capela da rainha Cristina da Suécia em
Roma (1680-84).
Domenico passou muitos anos viajando pela Europa, morou em Roma onde foi
mestre-de-capela da exilada rainha da Polônia (1709-14) e foi maestro de São Pedro
(1714-19).
Morou eventualmente em Lisboa, Portugal onde foi professor da Princesa
Maria Barbara, futura rainha de Espanha. Quando a princesa se casou com o herdeiro do
trono espanhol em 1729, Scarlatti foi para Madrid onde passou o resto da vida.
Durante os anos em que morou na Espanha, produziu sua melhor música. Foi
durante este período que começou a compor os pequenos exercícios, peças
para cravo, inspiradas na música popular e pela vida cotidiana espanhola, que
ele chamou de sonatas.
Considerado um dos fundadores da moderna técnica de teclado, Scarlatti
empregou nessas sonatas dispositivos novos como mão-cruzadas, arpejos rápidos, e
repetições de notas. Estas sonatas com suas melodias caprichososas e engenhosas,
encantam e deliciam nossa audição.
A Sonata em Ré maior, K. 491 (L. 164), por exemplo, é uma
referência para as composições para teclado do Período Clássico. Suas composições
para cravo foram comparados aos de Chopin e de Liszt em suas obras para piano. Andrés
Segovia, famoso guitarrista espanhol autodidata gravou (em vídeo) a Sonata em Dó
menor, K. 011 (L. 352) que nos faz sentir estar em Alhambra.
As 555 sonatas de Scarlatti foram catalogadas por Longo (L) e Kirkpatrick
(K). Além das sonatas e óperas (12 óperas), também compôs cantatas e música sacra,
incluindo um Stabat Mater. Scarlatti morreu em Madrid no dia 23 de julho de 1757.