Mozart nasceu em Salzburg, em 27 de janeiro de 1756, e faleceu em
Viena, em 5 de dezembro de 1791.
Aos quatro anos poderia aprender uma música em meia hora. Aos cinco
ele estava tocando inacreditavelmente bem o clavier. Aos seis ele começou a compor e
escrever as primeiras sinfonias.
Constantemente estava por toda parte viajando pela Europa com seu
pai, Leopold Mozart (1719-1787), violinista, compositor secundário e
Vice-Kapellmeister na corte do Arcebispo de Salzburg. Foram exibidos os dotes musicais do
joven Wolfgang nas cortes (começando em Munich em 1762), para acadêmicos musicais, e
para o público.
Entre as idades de sete e quinze, o jovem Mozart gastou a metade do
seu tempo em excursões. Durante estas excursões, ouviu, instruiu-se e absorveu, várias
linguagens musicais europeias, cristalizando e amadurecendo seu próprio estilo
Esperando achar um posto ideal fora de sua cidade, Salzburg e da corte do
arcebispo, que ele detestava, em 1777, Wolfgang viajou para Munich, Mannheim, e Paris com
sua mãe. Estava em Paris quando sua mãe morreu de repente em julho, 1778.
Sem perspectiva de um trabalho, Mozart voltou a Salzburg em 1779 e se
tornou o organista da corte do arcebispo. Em 1781, Mozart demitiu-se da corte, e depois
disso tornou-se um dos primeiros músicos da história a empreender uma carreira musical,
sem o apadrinhamento e os benefícios da igreja, ou da corte, ou mesmo de um protetor,
mecenas rico.
Mozart mudou-se para Viena onde viveu durante algum tempo com os Webers,
uma família que ele tinha encontrado em 1777. Ele casou-se com Constanze Weber em agosto
de1782, contra os desejos de seu pai.
Então durante um certo tempo, as coisas começaram a parecer bem para o
jovem compositor. Começando, em 1782, com Singspiel Die Entführung aus dem Serail
(The Abduction from the Seraglio), Mozart compôes uma obra-prima após outra, em
todas as formas e gêneros.
Mozart é provavelmente o único compositor da história, a ter escrito
obra-primas em virtualmente todos os gêneros musicais da sua época. As serenatas,
divertimentos e danças, escritas por ele, para o entretenimento e festas ao ar livre da
nobreza, tornaram-se sinônimos da elegância da idade Clássica, e é exemplificado
melhor pela famosa Serenata em Sol, a qual o compositor chamou de Eine kleine
Nachtmusik (Pequena Serenata Noturna).
Em Viena, Mozart tornou-se um empregado da corte do Imperador Joseph II
(1741-1790), onde escreveu a maioria das suas músicas: os últimos dez Quartetos de
Cordas, os Quintetos de Cordas, e o Quinteto para Clarinete e Cordas; a Missa em Dó menor
e o Réquiem (inacabado); a Serenata para 13 instrumentos de sopro, o Concerto para
Clarinete, os concertos para piano, e as últimas seis sinfonias.
Vinte concertos para piano de Mozart, permanecem como modelos para
esta forma clássica de concerto. Os concertos começam freqüentemente com o primeiro
movimento em forma de sonata, seguido por um segundo movimento terno e melodioso, e
normalmente concluem com um rondó vivo, atrativo, como no Concerto para Piano, No. 22 em
Mi b.
Nas suas últimas três sinfonias, na segunda, a grande Sinfonia No.
40 em Sol menor, Mozart infundiu esta forma com uma paixão e expressividade desconhecidas
na escritura sinfônica até o advento de Beethoven.
Das óperas de Mozart, Le nozze di Figaro (O Matrimônio de Figaro),
composta para a corte vienense em 1786, ainda é a ópera mais encenada no repertório de
virtualmente todos os teatros de ópera de hoje. Lorenzo da Ponte (1749-1783),
proveu Mozart com os libretos das suas três obra-primas da ópera italiana. Figaro foi
seguido em 1787 por Don Giovanni, escrito para Praga, onde Figaro tinha obtido um grande
sucesso. A Flauta Mágica, foi outro grande sucesso.
Durante os anos vividos em Viena, Mozart travou também relações com
compositor Franz Joseph Haydn. Os dois se tornaram os amigos íntimos e a música do
compositor mais velho teve uma influência profunda em Mozart.
Entre 1782 e 1785, Mozart compôs uma série de seis quartetos de cordas
que ele dedicou a Haydn. Ao tocarem juntos, alguns deles, Haydn disse ao pai de Mozart que
estava presente " Na presença de Deus, e como um homem honrado, digo-lhe que seu
filho é o maior compositor que eu conheço".
Por volta de 1790, Mozart estava escrevendo cartas aos amigos, descrevendo
a vida da sua família (ele e Constanze tiveram seis crianças, só dois delas
sobreviveram) em circunstâncias desesperadas e implorando dinheiro.
Ele também estava por este tempo seriamente doente, e tinha sido afligido
com intermitência, durante algum tempo, com o que era de se supor, uma doença dos rins.
Com o sucesso de A Flauta Mágica e um renda financeira anual,
recentemente concedida, Mozart estava começando a ficar financeiramente estável quando a
enfermidade trouxe um fim para sua vida e carreira, aos trinta e seis anos.
Foi enterrado, como a maioria dos vienenses dessa época, conforme um
decreto do Imperador Joseph, em um sepulcro comum, cuja localização exata permanece
desconhecida.
A influência de Mozart nos compositores que se seguiram não pode ser
enfatizada muito fortemente. Porém, ele foi idolatrado mais tarde por compositores como
Wagner e Tchaikovsky; e a sua música veio influenciar as composições neo-clássicas de
Igor Stravinsky e Sergei Prokofiev, já no século XX.