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13-08-2002
Restauração com Quebras Superiores a 20 por Cento em Julho
Por JOANA AMORIM
Casas de luxo com perdas de 50 por cento. Aumento do IVA agrava crise
O mês de Julho revelou-se fatídico para o sector da restauração. Conforme explicou ao PÚBLICO o secretário-geral da Associação da Restauração e Similares de Portugal, José Manuel Esteves, no mês transacto o sector viu o seu volume de negócios cair, em média, "mais de 20 por cento".
O segmento mais afectado foi o da "restauração de luxo, com quebras de 50 por cento". Quanto a Agosto, acrescentou que "não se está a registar uma estabilização" e que "o pessimismo está-se a apoderar do sector".
Se é certo que a crise rebentou com "o 11 de Setembro", José Manuel Esteves não tem dúvidas de que o agudizar da situação se deu "com o aumento para 19 por cento da taxa do IVA sobre os produtos que o sector adquire".
Ainda em sede fiscal, fez questão de relembrar que em Espanha o sector é tributado com IVA a sete por cento, quando em Portugal esse valor na restauração sobe para os 12.
O secretário-geral adiantou ainda que o sector peca "pelo excesso de oferta", exemplificando que, em Portugal, "há um estabelecimento por cada 95 habitantes, enquanto a média europeia é de um por cada 450".
José Manuel Esteves culpa as "autarquias, que permitem a abertura indeterminada de estabelecimentos com menor qualificação". Mais: o secretário-geral da associação não se inibiu em denunciar "a concorrência desleal das feiras e feirinhas".
Daí que tenha lançado o repto ao Governo para que proíba "o funcionamento de estabelecimentos ilegais". E adiantou também que "só em casamentos e baptizados que são feitos fora do sector são cerca de 750 milhões de euros que, por ano, fogem ao fisco".

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