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LAVAGEM CEREBRALRacismo preconceito e discriminação em geral É uma burrice coletiva sem explicação Afinal que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo a sua frente Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral. Não seja um imbecil Não seja um Paulo Francis Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante O quê que importa se ele é nordestino e você não? O quê que importa se ele é preto e você é branco? Aliás branco no Brasil é difícil porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda então olhe pra trás Olhe a nossa história Os nossos ancestrais O Brasil colonial não era igual a Portugal A raiz do meu país era multi racial Tinha Índio Branco Amarelo Preto nascemos da mistura então porque o preconceito? Barrigas cresceram o tempo passou... Nasceram os brasileiros cada um com a sua cor Uns com a pele clara outros mais escura Mas todos viemos da mesma mistura Então preste atenção nessa sua babaquice Pois como eu já disse Racismo é burrice Dê a ignorância um ponto final: Faça uma lavagem cerebralNegro e nordestino constróem seu chão Trabalhador da construção civil conhecido como peão No Brasil o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou que lava o chão de uma delegacia É revistado e humilhado por um guarda nojento que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro ao nordestino e a todos nós Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói O preconceito é uma coisa sem sentido Tire a burrice do peito e me dê ouvidos Me responda se você discriminaria Um sujeito com a cara do PC Farias Não você não faria isso não ... Você aprendeu que o preto é ladrão Muitos negros roubam mas muitos são roubados E cuidado com esse branco aí parado do seu lado Porque se ele passa fome Sabe como é: Ele rouba e mata um homem seja você ou seja o Pelé Você e o Pelé morreriam igual Então que morra o preconceito e viva a união racial Quero ver nessa musica você aprender e fazer a lavagem cerebral O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista é o que pensa que o racismo não existe O pior cego é o que não quer vê E o racismo está dentro de você Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca E desde sempre não para pra pensar Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Qualquer tipo de racismo não se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural Todo mundo é racista mas não sabe a razão Então eu digo meu irmão Seja do povão ou da "elite" Não participe Pois como eu já disse Racismo é burrice Como eu já disse Racismo é burrice Como eu já disse Racismo é burrice Como eu já disse Racismo é burrice E se você é mais um burro Não me leve a mal É hora de fazer uma lavagem cerebral Mas isso é compromisso seu Eu nem vou me meter Quem vai lavar a sua mente não sou eu É você.
RETRATO DE UM PLAYBOYSou playboy e vivo na farra Vou à praia todo dia e sou cheio de marra Eu só ando com a galera e nela eu me garanto Só que quando estou sozinho eu só ando pelos cantos Porque eu luto jiu-jitsu, mas é só por diversão É isso aí meu compadre, my brother, meu irmão) Se alguma coisa está na moda, então eu faço também Igualzinho a mim, eu conheço mais de cem Se eu faço tudo o que eles fazem, então tudo bem Não quero estudo, nem trabalho não vem que não tem porque eu sou - o que ? - Um play, um playboyzinho, de isso eu não me envergonho, não sei o que é a vida não penso, não sonho Praia, surf e chopp essa é a minha realidade, não saio disso porque me falta personalidade, não tenho cérebro, apenas me enquadro no sistema, ser tapado é minha sina , ser playboy é o meu problema Faço só o que os outros fazem e acho isso legal, arrumo brigas com a galera e acho sensacional Me olho no espelho e me acho o tal, mas não percebo que no fundo eu sou um débil mental Porque eu sou playboy, filhinho de papai, me afundo nessa bos ta até não poder mais Sou playboy, filhinho de papai, sou um débil mental, somos todos iguais Com a cabeca raspada ou cheia de parafina tiro onda porque acho que sou gente fina, mas na verdade, pertenço a pior raça que existe eu sou playboy, penso que sou feliz, mas sou triste Eu sou pior que uma praga, eu sou pior que uma peste Estou em qualquer lugar da superfície terrestre, e digo aonde a playboyzada prolifera-se a mil : Em num país capitalista pobre como o Brasil Onde não somos patriotas nem nacionalsitas Gosto das cores dos states com as estrelas e as listras E o que eu sinto pelo país é o que eu sinto pelo povo Olha só que legal ,quando eu pego um ovo e entro no carro com uns amigos e levo o ovo na mão -Olha o ponto de ônibus, freia aí meu irmão ! Eu taco o ovo bem na cara de um trabalhador que esperava o seu ônibus que passou e não parou Que maneiro, eu não ligo pra quem está sofrendo Em vez de eu dar uma carona, deixo o cara fedendo Que legal, se o mendigo me pede um cigarro É apenas um motivo pra tirar mais um sarro Sacanear o mendigo é a maior diversão Não tem problema quantos dias ele não come um pão E por falar em pão que eu como todo dia, me lembrei da empregada que se chama Maria Ela me dá comida, me dá roupa lavada, mas quando eu estou presente ela é sempre humilhada Você precisa ver como eu trato a coitada, eu a rebaixo, a esculacho, fico dando risada Porque eu sou playboy, filhinho de papai, me afundo nessa bosta até não poder mais Sou playboy, filhinho de papai, sou um débil mental, somos todos iguais Eu não sei nada dessa vida e desse mundo onde estou, E quando eu saio na rua que eu vejo o merda que eu sou Sem ter o que fazer, sem ter o que pensar, eu encho a cara de bebida até vomitar E os meus falsos amigos que vão lá me carregar são os mesmos que depois só vão me sacanear Mas na cabeca da galera também não tem nada, somos um monte de merda dentro da mesma privada É até engracado , eu não decido nada pela moda eu sou guiado Adoro reggae, mas não sei o que Bob Marley diz e se eu soubesse talvez não fosse tão infeliz Mas eu sou um otário, a minha vida não presta, inteligencia? Não tenho, a burrice é o que me resta Então agora dá licensa que eu vou parar Minha cabeca tá doendo eu vou descansar Este lugar já está fedendo. Quem mandou eu pensar ? Porque eu sou playboy, filhinho de papai, me afundo nessa bosta até não poder mais Sou playboy, filhinho de papai, sou um débil mental, somos todos iguais Esse é o retrato da nossa juventude Seja o playboy da maconha ou o playboy da saúde Se cuidarnos assim do futuro do Brasil vamos levar este país para a puta que o pariu !
LÔRABÚRRAExistem mulheres que sao uma beleza , mas quando abrem a boca , hum, que tristeza, Nao e o seu halito que apodrece o ar , o problema e o que elas falam que nao da pra aguentar. Nada na cabeca, personalidade fraca, tem a feminilidade e a sensualidade de uma vaca. Produzidas com roupinhas da estacao, que viram no anuncio da televisao. Milhoes de pessoas transitam pelas ruas , mas conhecemos facilmente esse tipo de perua, bundinha empinada pra mostrar que e bonita e a cabeca parafinada pra ficar igual paquita. Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra. Elas estao em toda parte desse Rio de Janeiro e as vezes me interrogo se elas estao no mundo inteiro, a procura de carro, a procura de dinheiro, o lugar dessas cadelas era mesmo num putero. Quando so se preocupam em chamar a atencao, nao pelas ideias, mas pelo burrao, nao pensam em nada, so querem badalar, esta na moda tirar onda, beber e fumar. Cadelinhas de boate ou ratinhas de praia, apenas os otarios aturam a sua laia e enquanto o playboy te da dinheiro e atencao, eu so saio com voce se for pra ser o Ricardao. Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra. Nao eu nao sou machista, exigente talvez, mas eu quero mulheres inteligentes, nao voces ! Voces sao o mais puro retrato da falsidade, desculpa amor mas eu prefiro mulher de verdade . . . Ai ! Voce e mediocre e ainda sim orgulhosa, Lôrabúrra, e mole, nao esta com nada e esta prosa. O seu jeito forcado de falar e deprimente, ja entendi seu problema, voce esta muito carente. Mas eu so vou te usar, voce nao e nada pra mim. ( . . . ) Pra que dar atencao a quem nao sabe conversar, pra falar sobre o tempo ou sobre como estava o mar. Nao, eu prefiro dormir , sai daqui, Ham ! Eu ja fui bem claro, mas vou repetir, e pra voce me entender, vou ser ate mais direto : Lôrabúrra, voce nao passa de mulher objeto. Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra. Capas da moda, voces sao todas iguais, cabelos, sorrisos e gestos artificiais, ideias banais, e como dizem os racionais : Mulheres vulgares, uma noite e nada mais. Lôrabúrra, voce e vulgar sim, seus valores sao deturpados, voce e leviana. Ham ! Pensa que esta com tudo, mas se engana sua fragil cabecinha de porcelana. A sua filosofia e ser bonita e gostosa, fora disso e uma cebosa, tapada e preconceituosa, Seus lindos peitos nao merecem respeito, marionetes alienadas, voces nao tem jeito. Eu nao sou agressivo, contundente talvez, o Pensador da valor as mulheres, mas nao voces, voces sao o mais puro retrato da falsidade, desculpe amor mas eu prefiro mulher de verdade Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra. E, nao se esqueca que o problema nao esta no cabelo, esta na cabeca, Nem todas sao socias da farmacia. Tem muita Lôrabúrra de cabelo preto e castanho por ai. E, Lôrabúrra morena, ruiva, preta, Lôrabúrra careca. Tem a Lôrabúrra natural tambem, cada Lôrabúrra e de um jeito, mas todas sao iguais. Voce esta me entendendo. Preste atencao : Eu gosto e de mulher ! Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra , Lôrabúrra.
175 NADA ESPCIALMais um dia mais um ônibus que eu peguei no rio Um ônibus tranquilo Estava vazio e a cidade engarrafada como não podia deixar de ser Viagem demorada O que fazer? Sem nenhuma mulher por perto pra bater um papo esperto Resolvi escrever um rap a mais Mas não estou bem certo sobre o que eu vou rimar - Diz aí torcador - (Ah sei lá) Então eu vou no instinto pego um papel e vâmo vê o quê que dá Foi nesse instante em que eu olhei pela janela E que susto eu levei Era ela A inflação estampada na vitrine Atingiu meu coração E deu vontade de partir pro crime Porque o que eu quero comprar já não dá mais A não ser que eu faça como fez o Ferrabrás (Quem?) Então eu tento esquecer Continuar a rimar Mas o que eu vejo do outro lado é duro de acreditar Mas é real E a realidade dói demais São dois mendigos se matando pelos restos mortais De um cachorro qualquer que foi atropelado E vai virar rango e se der Talvez seja assado (Hmm esses nojentos gostam disso?) - Não arrombado Aquilo é um ser humano que chamaram de descamisado - Um desesperado Um brasileiro como eu Que deve sempre perguntar (Será que existe mesmo Deus?) Não é o pensador que vai tentar responder Eu continuo rimando tentando esquecer Porque Esse rap não é sobre nada especial É o rap do 175 que eu peguei na central E de repente o ônibus começou a encher Entrou mais gente Houve um tumulto Alguém gritou e eu olhei pra ver (Quê que é isso? Quê que tá pegando? Quê que tá havendo?)(É um assalto malandro! Será que você ainda não tá percebendo?) O desespero do trabalhador começou E eu também tentava esconder meu dinheiro quando alguém falou (Libera esse aí que é o Pensador mané!) Mas eles eram meus fãs Então levaram meu boné (Autografado né Pensador se liga!) Alguns acharam que eu era cúmplice Quase deu briga Mas a viagem prosseguiu e os ladrões desceram E aí a raiva que subiu na cabeça dos passageiros E o mais injuriado era um bigodudo Que tinha ganhado o salário e (Eles levaram tudo) Entraram dois PMs pela porta da frente estufando o peito e olhando pra gente Impondo respeito Mas os ladrões já tavam longe Num tinha mais jeito Pra priorar levaram o bigodudo como suspeito - Ele era preto - Coisas desse tipo é difícil esquecer Mas eu vou continuar porque eu já disse a você que Esse rap não é sobre nada especial É o rap do 175 que eu peguei na central Agora estamos passando pela praia de Copacabana Travestis e prostitutas se acabando por grana E os gringos vão achando aqulo tudo bacana (O Brasil é um paraíso! As mulheres são boas de cama) Ô gringo não força Deixa de ser imbecil Você que vem lá de fora quer entender do Brasil (Ha ..."O Brasil é um paraíso! - É mole? - E o inferno é onde?!) - (Peraí Pensador) E por falar em paraíso Olha que loucura Subiu no coletivo uma estranhíssima figura Com uma bíblia na mão e uma cara de débil mental Pregando a enganação da Igreja Universal (Ou será que era alguma outra igreja dessas? Ah num faz mal Igreja de enganar otário é tudo igual) E o coitado foi soltando aquele papo de crente E u rezando: Deus me dê paciência! Mas o pentelho desceu pra alegria da gente E na saída do ônibus Sofreu um acidente Se distraiu e foi atropelado pelo caminhão Morreu esmagado com a bíblia na mão (É morreu? Melhor do que viver nessa ilusão Num queria Deus? Foi pro céu Então) - (Num sei não) Enquanto todos se benziam com pena do crente Eu fui rimando Bola pra frente porque Esse rap não é sobre nada especial É o rap do 175 que eu peguei na central E eu percebi que o trocador ficou fazendo carta Prum coroa que passou por debaixo da roleta Era um senhor de óculos, barba branca ... Ei Peraí (Ei professor O quê que o senhor tá fazendo aqui? Quê que houve? Foi assaltado? Perdeu o dinheiro?) - (Não ... É ... sabeoquêqueé ... Eu já gastei o salário inteiro) Hm Hm mudei de assunto ele já tava encabulado No meio do mês o salário dele já tinha acabado Era o meu ex-professor da escola (Coitado) Tá fudido e mal pago Daqui a pouco tá pedindo esmola Ele é um mestre Um baú de sabedoria Esse num é o valor que um professor merecia Profissional de primeira importância pro nosso futuro Ninguém mais quer ser professor pra num viver duro E ele desceu em outra escola pra dar mais aula (É que eu trabalho nos três turnos Chego em casa e ainda corrijo prova) - Tchau professor - (Tchau Pensador) Desceu mais um trabalhador que tá numa de horror Mas Esse rap não é sobre nada especial É o rap do 175 que eu peguei na central E nós agora estamos passando pelo bairro de São Conrado E como o tempo tá fechando eu tô ficando preocupado Ih! Choveu! Pronto tudo alagado Uns vão nadando Outros morrendo afogados E enquanto na favela tem barraco caindo Não é que passa o Prefeito sorrindo E se o nosso ex-presidente estivesse aqui Ele estaria certamente num belíssimo jet-ski Mas como nós não temos embarcação pra todo mundo Essa triste situação tá parecendo o Fim do mundo Pra quem tá de carro Pra quem tá de ônibus Nessa Rio-Babilônia No Brasil do abandono E enquanto os governantes vão boiando sorridentes Vâmo remando Bola pra frente porque Esse rap não é sobre nada especial É o rap do 175 que eu peguei na central E o pior de tudo é que nessa grande viagem Nada disso do que aconteceu foi novidade E as autoridades estão defecando Pro que acontece ao cidadão brasileiro no seu cotidiano Porque pra eles isso não é nada especial No dos outros é refresco Num faz mal E fecham os olhos pro que até cego já viu: O revoltante retrato da vida urbana no Brasil! E eu não me refiro ao 175 ou qualquer linha da central Eu tô falando do dia a dia a qualquer hora em qualquer local Porque esse rap não é sobre nada especial...
Página mantida por Abrahao Christophe abrahao@bigfoot.com Ultima atualização 26/09/97 |