Halloween: o site brasileiro de Michael Myers
O site brasileiro de Michael Myers

Artigos
Felipe Guerra e a série "O Massacre da Serra Elétrica"

 

 

 

Principal
Página inicial

Novidades
e atualizações
Halloween na TV
Halloween 9

Os filmes
Halloween
Halloween II
Halloween III
Halloween 4
Halloween 5
Halloween 6
Halloween H20
H:R

Alternativas
Halloween: TV-V
Dossiê H6

Entrevistas
P.J. Soles
Dick Warlock

Dick Warlock (2)
Daniel Farrands
Thomas Morga
Chris Durand
Alan Howarth
Pamela Shoop

Sean Hood
Bianca Kajlich
Tawny Moyer
Brian Andrews

Feedback
H9: o debate
H9: suas idéias
Nossa FAQ
Você e a série
Bombas do terror
E você ?

MM Mailing List

Extras
Artigos
Central H:R
Petição nacional
Você sabia... ?
Linha do tempo
Scripts
Os intérpretes
Falha nossa...
Comic books

Souvenirs
Bilheterias
No porão

Multimídia
Fotos

Créditos
Sobre o site
Na mídia

Principal
Página inicial

 

 


 

 

 
Massacres no Texas

Felipe M. Guerra

(continuação)

Então chegava a hora de cumprir o acordo e fazer "O Massacre da Serra Elétrica 2". A pressão da Cannon era imensa (eles queriam retirar, neste último filme, o lucro que os dois anteriores não conseguiram). Para se certificar de que Hooper faria tudo certinho, dentro da sua visão de cinema "popular", Golam e Globus vigiaram o diretor de perto, passando o maior tempo da filmagem no set, pressionando o cineasta. Meteram o bedelho em tudo, mudaram a história, forçaram a refilmagem de cenas e a retirada de outras do corte final. O resultado: a palhaçada que ficou.

Não que o projeto pudesse sair alguma coisa que prestasse, pois desde o começo Hooper já queria seguir pelo rumo da comédia e do esculacho. A desculpa do diretor foi dizer que o primeiro filme, o clássico, a obra-prima do horror, também era uma comédia de humor negro, mas ninguém entendeu (realmente, achei muito engraçada a cena da mocinha pendurada no gancho de açougue, ou a do paralítico serrado para churrasco!). Assim, segundo o próprio Hooper, tudo que ele fez foi aumentar o humor negro do primeiro filme. Ahãm, sei...

Mas não tinha como sair boa coisa de um roteiro fraco como este que Tobe Hooper filmou. Tirando algumas referências ao primeiro filme, o que restou é uma autêntica refilmagem, que repete muitas das cenas do original (talvez por pressão dos produtores, que queriam de volta o que tinha dado certo no primeiro filme). E tudo aquilo que o clássico apenas sugeria (a violência implícita, encoberta nas sombras ou off-screen) aqui é atirado na cara do espectador de forma grosseira, com um excesso de sangreira e mutilações violentas, criadas pelo mestre Tom Savini em sua melhor forma!

As filmagens de "O Massacre da Serra Elétrica 2" foram no primeiro semestre de 1986. O orçamento sofreu cortes severos: Hooper contava com apenas 4,7 milhões de dólares para fazer a seqüência de sua obra-prima. O roteiro do texano L.M. Kit Carson é enxuto e até tenta criar algumas situações diferentes, mas tudo parece esbarrar na gozação e na produção barata. Complica, também, o fato de Carson não ser um roteirista de "horror": seu roteiro anterior foi para o dramático "Paris, Texas" (de Win Wenders), em 1984.

Como o primeiro, "O Massacre da Serra Elétrica 2" começa com uma tétrica narração (que viraria marca registrada da série), introduzindo os elementos da história:

"Na tarde de 18 de agosto de 1973, cinco jovens em uma perua Volkswagen ficaram sem gasolina, em uma estrada no sul do Texas. Quatro deles nunca mais foram vistos. Na manhã seguinte, Sally Hardesty-Enright, a única sobrevivente, foi encontrada na beira da estrada, ensangüentada e gritando 'Mortos!'. Sally disse que havia saído do inferno por uma janela. Ela contou uma história maluca: uma família de canibais, em uma casa de fazenda isolada... dedos e ossos serrados... seu irmão e amigos retalhados... cadeiras feitas de ossos humanos. Logo após, ela entrou em estado de choque. Foi dada uma busca de um mês, mas não foi encontrada nem a casa, nem assassinos, nem vítimas. Não houve evidência. Não houve crime. Oficialmente, nos arquivos, O Massacre da Serra Elétrica nunca ocorreu. Mas, nos últimos 13 anos, repetidos relatos de assassinatos com serra elétrica, dos mais bizarros, têm persistido por todo o estado do Texas. O Massacre da Serra Elétrica não terminou. A idéia ainda assombra o Texas. Parece nunca ter fim..."

A idéia de os assassinos e as vítimas nunca terem sido encontrados é interessante, pois transforma os acontecimentos do filme anterior em uma "lenda urbana", ou seja, algo que todos já ouviram, mas poucos realmente acreditam e ninguém tem como provar que realmente aconteceu.

Estamos em 1986, em Dallas, no Texas, num final de semana onde uma torcida ensandecida está se preparando para ver a final de uma importante partida de futebol americano, entre as universidades do Texas e de Oklahoma. Dois jovens dirigem pela estrada em sua veloz Mercedes, rumo à cidade, bêbados e alegres, atirando em sinais de trânsito e caixas de correio, ao mesmo tempo em que escutam, no rádio, a DJ Stretch (Caroline Williams).

Logo, Rick e Buzz resolvem infernizar a vida da DJ, ligando de seu telefone móvel para falar obscenidades à moça. Entretanto, quando ainda estão conectados ao vivo, os dois jovens cruzam com uma caminhonete em uma ponte. Ela segue a Mercedes em marcha a ré (!!!) e uma figura macabra aparece na traseira, segurando uma enorme motosserra. É Leatherface (interpretado por Bill Johnson), que usa a lâmina para serrar a cabeça do motorista no meio, provocando um acidente em alta velocidade. Na emissora de rádio, Stretch escuta tudo pelo telefone.
 

continua >>>
 

 

 

É expressamente proibida a reprodução ou tradução, total ou parcial do conteúdo textual deste site sem a prévia e expressa autorização do mantenedor desta página. Este site não tem vínculo com qualquer instituição cinematográfica ligada à série Halloween, traduzindo-se tão somente em uma homenagem à franquia em questão. Desta forma, todos os direitos referentes aos filmes citados nesta página (incluindo logotipos, fotos, vídeos, sons e quaisquer outras formas de mídia que existam ou venham a ser criadas) pertencem unicamente aos respectivos proprietários. © 1999-2005 Projeto Gráfico, Textos e Desenvolvimento Web: Alexandre Sobrïno. Todos os direitos reservados. Para outras informações consulte também os créditos deste site clicando aqui.