halloween ressurreição

a  g e r a ç ã o   s e m   m e d o : . : . encontra a face do mal

grupo que entra na casa de Michael Myers é formado por estudantes universitários espertos, modernos e hiper-confiantes que acreditam ser praticamente invulneráveis ao medo. Eles foram escolhidos para passar a noite na casa de Myers como uma RESSURREIÇÃO de publicidade para o novo show “Casa do Pânico”, produzido pelo empresário de fala macia Freddie (Busta Rhymes) e sua assistente, Nora (Tyra Banks), a quem não dá o valor merecido. Cada um deles tem uma câmera de vídeo presa à sua cabeça, permitindo que capturem as assustadoras reviravoltas quando sua noite de diversão se transforma em puro medo.

Integrando o grupo estão Sara (Bianca Kajlich), uma estudante de psicologia que evita todas as coisas escuras e sombrias, Jen (Katee Sackhoff), que busca o estrelato instantâneo e uma carreira na televisão, Rudy (Sean Patrick Thomas), um jovem e ambicioso chef com esperanças de obter um pouco de publicidade, Bill (Thomas Ian Nicholas), um estudante de direito mais interessado em mulheres do que em tortas, Jim (Luke Kirby), um estudante de música rebelde que se veste em couro preto e Donna (Daisy McCrackin), uma cética bela e inteligente.

Apesar de alguns membros do elenco nem tenham nascido quando o primeiro Halloween chegou às telas, todos eram assustadoramente familiares com o personagem de Michael Myers, que se transformou no bicho-papão mítico de toda uma geração. Para muitos membros deste novo elenco, se juntar à lenda de Haloween foi um exercício em enfrentar seus próprios medos. Tyra Banks tinha a esperança de que estrelar HALLOWEEN: RESSURREIÇÃO a ajudaria a superar seus medos mais profundos, mas isto não aconteceu. “Filmes de terror me assustam profundamente”, admite. “Em geral, preciso ter um grupo de pessoas comigo quando os assisto, então estava torcendo que participar de um filme de terror me tornaria menos assustada. Mas no instante em que vi Michael Myers no set, não consegui não ter medo – é que sua máscara é tão realista e ao mesmo tempo ele é tão frio e sem emoção. Isto me assustou”.

Bianca Kajlich complementa: “Não importa quantas vezes você já viu a máscara, ela sempre te dá um frio no estômago. É assustador como você não precisa atuar, pois o medo vem naturalmente! Tem alguma coisa a respeito dessa pessoa má com quem você não consegue se comunicar nem impedir de seguir em frente que é simplesmente aterrorizante. Para mim, isto é o que separou a série Haloween de todos os outros filmes de terror e a tornou tão duradoura – esta pessoa por trás da máscara que sempre despertará a curiosidade das pessoas”.

Katee Sackhoff se lembra de um incidente em particular que a fez repensar toda a realidade da lenda de Michael Myers: “Bianca e eu estávamos filmando uma cena em um corredor muito, muito escuro, tinham poças d’água em todos os lugares e era tudo muito assustador, e ELE estava andando pelo corredor, e sua respiração apenas foi o suficiente para me apavorar. Pensei: “se esse cara chegar mais perto vou disparar e correr na outra direção!”.

Para Busta Rhymes, o filme foi uma oportunidade única de ver mais profundamente como o horror é criado. “Sou fã da série há muito tempo e fiquei impressionado em ver como tudo é feito – toda a energia que acompanha Michael Myers, tudo desde sua movimentação sutil até sua força, a sensação que ele emana. Agora o aprecio de uma forma totalmente diferente. Quero dizer que, entre todos esses caras – os Freddie Krugers, os Draculas – ele era quem nunca teve nada a dizer. Sempre existe este mistério em torno de quem, o que e como e porque Michael Myers é – e acho que foi isso que permitiu que Halloween sobrevivesse por tantas eras do cinema e me transformado em um fã”.

A diversidade dos atores envolvidos também ajudou a criar uma dinâmica vibrante ao filme. “Queríamos que os personagens fossem realistas, pessoas que você possa encontrar hoje em dia em qualquer universidade, pois o quanto mais você os conhecer e gostar deles, mais medo você vai sentir por eles”, explica Sean Patrick Thomas. Daisy McCrackin complementa: “Muitos de nós temos a mesma idade, vinte e poucos anos, mas todos temos origens muito distintas e encaramos nossos papéis de perspectivas bem diferentes. Rolou uma química muito interessante no set, sempre fluía uma energia muito excitante”. Ou, como Busta Rhymes colocou: “Tudo funcionou com este elenco na frente e por detrás das câmeras. Estávamos em sintonia quando diziam ‘corta’ e estávamos em sintonia quando diziam ‘ação’”.

No final das contas, resume Thomas Ian Nicholas, existia um objetivo comum para todos os envolvidos: “Queríamos que o público ficasse preso às suas cadeiras, cravando as unhas nos braços dos assentos e gritando bem alto”.