Halloween: o site brasileiro de Michael Myers
O site brasileiro de Michael Myers

Opinião: Halloween 9
O que o próximo filme poderia - ou deveria - reservar aos fãs

 

 

 

Principal
Página inicial

Novidades
e atualizações
Halloween na TV
Halloween 9

Os filmes
Halloween
Halloween II
Halloween III
Halloween 4
Halloween 5
Halloween 6
Halloween H20
H:R

Alternativas
Halloween: TV-V
Dossiê H6

Entrevistas
P.J. Soles
Dick Warlock

Dick Warlock (2)
Daniel Farrands
Thomas Morga
Chris Durand
Alan Howarth
Pamela Shoop

Sean Hood
Bianca Kajlich
Tawny Moyer
Brian Andrews

Feedback
H9: o debate
H9: suas idéias
Nossa FAQ
Você e a série
Bombas do terror
E você ?

MM Mailing List

Extras
Artigos
Central H:R
Petição nacional
Você sabia... ?
Linha do tempo
Scripts
Os intérpretes
Falha nossa...
Comic books

Souvenirs
Bilheterias
No porão

Multimídia
Fotos

Créditos
Sobre o site
Na mídia

Principal
Página inicial

 

 


 

 


Opinião: Halloween 9 [*]

Alexandre Sobrïno

(continuação)

Elemento 2:
Flashbacks ou personagem "linha-do-tempo"

Após oito filmes (e seis continuações diretas do clássico original, todas produzidas pelo mesmíssimo Moustapha Akkad por meio de sua companhia Trancas International Films), este editor acredita que já esteja mais do que na hora dos produtores brindarem a audiência com um bem-elaborado flashback ou, na impossibilidade (já que a exibição de cenas de filmes anteriores dependeria, basicamente, de autorização dos estúdios envolvidos), trazer um personagem do tipo "linha-do-tempo" para contar rapidamente a saga de Michael Myers em algum momento do próximo capítulo, apresentando fatos da história do irmão de Laurie Strode, certamente desconhecida de boa parte do público que hoje acompanha a série.

Uma tentativa interessante (mas limitada) de inserir um personagem deste tipo na série nasceu justamente em Halloween: Ressurreição, no qual um dos internos, após receber a faca das mãos do próprio Michael Myers, elencou as datas de alguns dos ataques do psicopata em Haddonfield ("esquecendo", obviamente, de mencionar as investidas de Michael contra a própria sobrinha, Jamie Lloyd para não confundir os fãs mais jovens da série e manter a péssima tradição de ignorar H4, H5 e H6).

É também importante destacar a verdadeira celeuma entre os fãs causada pela exclusão de uma despretensiosa (mas muito bem realizada) cena de Halloween: Ressurreição (na opinião deste editor, um engano realmente imperdoável dos realizadores), mostrando que o público da série sempre esteve ávido por observar mais de perto o comportamento do personagem, mesmo que em situações sem muita profundidade: estamos naturalmente falando do famoso vídeo caseiro da década de 60 que mostraria um arredio e aborrecido Michael Myers durante um churrasco da família, tentando se esquivar, em vão, da câmera do pai, enquanto sua mãe segurava a irmã Judith, futura vítima do irmão psicopata, no colo.

Na humilde opinião deste editor, portanto, tanto cenas de flashback como um personagem linha-do-tempo seriam elementos de conexão entre os capítulos bastante atraentes para os fãs e certamente elucidativos para não aficcionados pela série; resta apenas saber (e é bem possível que o problema resida justamente aí) como os produtores passariam por cima de situações, digamos, "razoavelmente constrangedoras" em termos de continuidade - por exemplo, como o fato de Laurie Strode, usando o nome falso de Keri Tate em Halloween H20, sequer mencionar a existência de sua filha Jamie Lloyd (vista em Halloween 4 e Halloween 5)... :)


Elemento 3:
Ambientação ("mood")

Como fã da série ("das antigas", como se diz), não posso deixar de observar que um dos momentos mais interessantes de Halloween: Ressurreição aconteceu justamente antes da invasão do sanatório por Michael Myers, com a apresentação dos créditos e da música-tema. De fato, desde Halloween 6, a série tem sido visualmente descaracterizada e sofrendo seriamente com a falta de "ambientação" dos capítulos.

Por ambientação, quero dizer: a) a falta da tipologia e das clássicas legendas que são a marca registrada dos primeiros filmes da série; b) a veiculação da música-tema em momentos estratégicos ou de tensão dos capítulos; c) a ausência quase que total de takes em primeiro plano mostrando a visão de Michael Myers e d) a ambientação dos ataques em uma sombria Haddonfield no próprio dia de Halloween, o que obviamente passa pela decoração típica e por pessoas fantasiadas pelas ruas (se você não está muito certo do que estou falando, assista Halloween 4 mais uma vez e comprove o belíssimo trabalho de pesquisa feito pelo diretor Dwight H. Little - e do diretor de fotografia, em busca de imagens e planos capazes de simbolizar e valorizar o próprio dia de Halloween).


E você?

O que achou das considerações do editor? Quais suas idéias para Halloween 9? Que elementos são dignos de valorização? Clique aqui para ler outro artigo sobre este assunto e aqui para manifestar sua opinião sobre o filme.


[*] Artigo escrito em Julho de 2004.


 

 

 

É expressamente proibida a reprodução ou tradução, total ou parcial do conteúdo textual deste site sem a prévia e expressa autorização do mantenedor desta página. Este site não tem vínculo com qualquer instituição cinematográfica ligada à série Halloween, traduzindo-se tão somente em uma homenagem à franquia em questão. Desta forma, todos os direitos referentes aos filmes citados nesta página (incluindo logotipos, fotos, vídeos, sons e quaisquer outras formas de mídia que existam ou venham a ser criadas) pertencem unicamente aos respectivos proprietários. © 1999-2005 Projeto Gráfico, Textos e Desenvolvimento Web: Alexandre Sobrïno. Todos os direitos reservados. Para outras informações consulte também os créditos deste site clicando aqui.