Halloween 6: The Curse Of
Michael Myers (The Producer's Cut):
uma análise preliminar
A principal característica de Halloween:
The Curse Of Michael Myers (Producer's Cut) é evidente: a ênfase no
suspense em substituição à violência gratuita a la "Sexta-feira
13" (até que enfim um roteirista da série Halloween percebeu que um
personagem estranho como esse deveria ter um motivo !).
Esta observação pode causar alguma
hilariedade naqueles que não conhecem a série e guiam-se pelo número do
capítulo ("pô,
como levar a sério um filme que, até então, já tinha quatro continuações e,
atualmente, está chegando na oitava ?"), mas, talvez, este tenha sido
um dos melhores roteiros já escritos para a
série: finalmente, após diversas continuações, tenta-se explicar e ligar com
bastante lógica todos os filmes da série.
De fato, pode parecer contraditório e
até revoltante para os fãs mais jovens e sedentos por sangue da série (e
talvez tenha sido justamente isso que fez o diretor Chappelle, sob a influência
do estúdio, reescrever por conta própria os quinze últimos
minutos do filme e cortar algumas cenas-chave envolvendo o personagem Dr.
Loomis, interpretado por Donald Pleasence, a quem teve a petulância de chamar
de "entediante'), mas a verdade é que, aqui, o maníaco Michael
Myers me parece pura e simplesmente um personagem quase que secundário.
Eu arriscaria até a chamar
Michael Myers de
"coadjuvante de luxo": apesar de continuar aparecendo para fazer a
única coisa que tem feito ao longo das continuações, o filme, enfim,
preocupa-se em passar por cima da já esgotada fórmula
"Myers-aparece-e-mata-quem-estiver-no-seu-caminho": há um roteiro
inventivo, que aproveita inteligentemente a avançada idade de
Donald Pleasence (já bastante debilitado aos 76 anos), dando interessante
embasamento para o comportamento de Myers, desde o primeiro assassinato,
ocorrido quando tinha apenas seis anos de idade. Já estava mais do que evidente que
Michael Myers seria comandado por alguém desde o estranho final de H5
- e o mais curioso é que Daniel Farrands, o roteirista escolhido para conduzir este
polêmico episódio, foi buscar este elemento no primeiro filme: o Dr. Terence
Wynn, que aparece de relance conversando com o Dr. Samuel Loomis na porta do
sanatório nos primeiros minutos do filme original, acusado ironicamente pelo
velho perseguidor de Michael Myers de dar-lhe "aulas de direção"
(!!!).
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Curioso com a introdução ?
Então não deixe de ler
a próxima parte deste
"Dossiê Halloween 6: a maldição que o
público não viu !".
continua
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