Halloween: o site brasileiro de Michael Myers
O site brasileiro de Michael Myers

Artigos
Renato Rosatti fala sobre o odiado Halloween III

 

 

 

Principal
Página inicial

Novidades
e atualizações
Halloween na TV
Halloween 9

Os filmes
Halloween
Halloween II
Halloween III
Halloween 4
Halloween 5
Halloween 6
Halloween H20
H:R

Alternativas
Halloween: TV-V
Dossiê H6

Entrevistas
P.J. Soles
Dick Warlock

Dick Warlock (2)
Daniel Farrands
Thomas Morga
Chris Durand
Alan Howarth
Pamela Shoop

Sean Hood
Bianca Kajlich
Tawny Moyer

Feedback
H9: o debate
H9: suas idéias
Nossa FAQ
Você e a série
Bombas do terror
E você ?

MM Mailing List

Extras
Artigos
Central H:R
Petição nacional
Você sabia... ?
Linha do tempo
Scripts
Os intérpretes
Falha nossa...
Comic books

Souvenirs
Bilheterias
No porão

Multimídia
Fotos

Créditos
Sobre o site
Na mídia

Principal
Página inicial

 

 


 

 

 
Halloween III - A Noite das Bruxas
(Halloween III: Season Of The Witch)

Renato Rosatti

O horror do Halloween continua na noite em que ninguém voltou para casa.

A franquia “Halloween”, criada em 1978 por John Carpenter, é uma das maiores da história do cinema de horror, contando com oito filmes, e o mais recente, “Ressurreição”, sendo produzido em 2002. Porém, um dos filmes da série não faz parte do universo ficcional que introduziu o psicopata mascarado Michael Myers para a galeria dos famosos e imortais vilões modernos do gênero. “Halloween III – A Noite das Bruxas” (Halloween III – Season of the Witch, 1982), de Tommy Lee Wallace, foi lançado pela mesma equipe que criou a franquia, porém apenas aproveitando o sucesso comercial do nome para contar uma história de horror completamente diferente da mitologia da série, com o único evento em comum sendo o fato de ser ambientada durante a época do tradicional “Dia das Bruxas” americano, no final de Outubro.

Mesmo sendo oficialmente um filme com a marca “Halloween” (ao contrário de uma infinidade de outros filmes que se apropriam indevidamente dos nomes de séries famosas para benefício próprio e interesses comerciais), esse terceiro episódio não traz nenhum dos personagens dos filmes anteriores, os quais eram a base da franquia, como a babá Laurie Strode (a scream queen Jamie Lee Curtis), o psiquiatra Dr. Sam Loomis (o veterano Donald Pleasence) e principalmente o psicopata Michael Myers (o dublê Dick Warlock, que voltou aqui, mas num outro papel menor). Esse fato acabou criando um sentimento incrível de rejeição por parte dos fãs, que certamente não era esperado pelos produtores, transformando o filme numa obra esquecida, abandonada, pouco comentada, muito criticada e relegada eternamente ao limbo dos filmes de horror.

Na verdade, “A Noite das Bruxas” é um filme injustiçado e não merece essa carga tão grande de desaprovação do público, pois apresenta uma história atrativa, que é independente do universo da série “Halloween”, mas que traz elementos interessantes de horror, com mortes violentas, constituindo-se num bom exemplar do cinema do gênero produzido nos saudosos anos 1980. O único erro grave cometido por seus idealizadores foi certamente a utilização indevida do nome da famosa franquia, numa clara e oportunista atitude de marketing visando apenas o lucro que seria obtido. Talvez se o filme recebesse um nome alternativo desvinculado da série, seu destino poderia ser diferente, encontrando uma aceitação maior e um espaço garantido entre vários outros bons filmes produzidos no mesmo período.

O filme é ambientado no norte da California numa última semana de Outubro, antecedendo o tradicional “Halloween” (Dia das Bruxas), festa comemorada anualmente nos Estados Unidos, e com um enfoque voltado para um horror leve e sutil. O Dr. Daniel Challis (Tom Atkins) é um médico divorciado que enfrenta problemas com o alcoolismo e relacionamentos com sua ex-esposa Linda (Nancy Kyes), que reclama da falta de atenção aos seus dois filhos pequenos. Durante um plantão noturno no hospital, ele testemunha a chegada de um assustado velho ferido, Harry Grimbridge (Al Berry), que diz coisas estranhas e é assassinado no leito por um homem misterioso que se suicida com fogo logo em seguida. Intrigado com este acontecimento bizarro, o Dr. Challis recebe a visita da filha do velho assassinado, Ellie (a jovem e bela Stacey Nelkin), e juntos partem para uma investigação particular sobre o que aconteceu, culminando na chegada à pequena cidade de colonização irlandesa Santa Mira, local controlado por um poderoso e obscuro empresário, Conal Cochran (o irlandês Dan O´Herlihy), dono de uma fábrica de máscaras de Halloween, a “Silver Shamrock Corporation”.

Eles então entram em contato com algumas pessoas, entre elas o dono do hotel em que se hospedaram, Rafferty (Michael Currie), um igualmente visitante, o bem sucedido vendedor de máscaras em San Diego, Buddy Kupfer (Ralph Strait), e sua família, a esposa Betty (Jadeen Barbor) e o filho (Brad Schacter), uma outra forasteira cliente da fábrica de máscaras, Marge Guttman (Garn Stephens), e um bêbado falador, Starker (Jonathan Terry). A partir daí, uma série de mortes bem violentas começam a ocorrer numa provável ligação com a fábrica de Cochran e seus estranhos capangas de comportamentos suspeitos.

Após uma perigosa investigação, o Dr. Challis e Ellie se vêem obrigados a lutar por suas vidas numa sinistra trama diabólica onde o maquiavélico Cochran, através de sua fábrica de máscaras mortais de Halloween, planeja ressuscitar um antigo ritual de sacrifício envolvendo forças sobrenaturais de uma pedra roubada do santuário de “Stonehenge”, espalhando o terror em um sangrento infanticídio no “Dia das Bruxas”, ao implantar nas máscaras das crianças um pequeno dispositivo computadorizado com uma amostra da pedra mística.

“Halloween III” tem uma história interessante, com elementos de puro horror, magia negra, assassinatos brutais, a figura do tradicional vilão tipo “cientista louco”, e até ficção científica na introdução de avançados andróides como importantes coadjuvantes na trama. As cenas de mortes são bem planejadas e memoráveis com direito a olhos esmagados, cabeça decepada, rosto desfigurado, insetos e cobras saindo do crânio, cabeça perfurada com uma broca, e uma dose de violência que não fica atrás de vários filmes cultuados e produzidos na mesma época.
 

continua >>>
 

 

 

É expressamente proibida a reprodução ou tradução, total ou parcial do conteúdo textual deste site sem a prévia e expressa autorização do mantenedor desta página. Este site não tem vínculo com qualquer instituição cinematográfica ligada à série Halloween, traduzindo-se tão somente em uma homenagem à franquia em questão. Desta forma, todos os direitos referentes aos filmes citados nesta página (incluindo logotipos, fotos, vídeos, sons e quaisquer outras formas de mídia que existam ou venham a ser criadas) pertencem unicamente aos respectivos proprietários. © 1999-2004 Projeto Gráfico, Textos e Desenvolvimento Web: Alexandre Sobrïno. Todos os direitos reservados. Para outras informações consulte também os créditos deste site clicando aqui.