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Entrevista exclusiva: Daniel Farrands
(continuação)
Quantos finais diferentes
você escreveu para o filme, quantos deles foram filmados e qual foi o seu
favorito ?
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Barry
Simms (Leo Geter) antes de ter sua cabeça esmagada pelo
maníaco Michael Myers (George Wilbur).
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Esta é difícil. Eu escrevi
cerca de dez diferentes versões do script. Meu roteiro original era muito
maior em escopo e tom - era um verdadeiro apertem-seus-cintos, sinta-se em
um "fime de ação", que, aparentemente, não pôde ser feito
por conta do modesto orçamento que a Dimension tinha em mente. Eu tentei
enfatizar o suspense em vez do sangue, uma mudança que foi completamente
perdida com o filme finalizado (desculpem, não haviam cabeças explodindo
no meu roteiro). Com relação ao final, havia o problema do
pegue-o-dinheiro-e-faça-rápido. Eu tinha escrito mais de doze
possibilidades para o final do filme. Os quinze minutos finais que você
viu na versão final que foi exibida nos cinemas foram completamente
reescritos por Joe Chappelle, o diretor, que me garantiu que "tudo
faria sentido", uma vez que eu veria tudo sendo colocado no filme.
Neste dia, eu estava coçando
minha cabeça. O QUE aconteceu naquela sala de operações ? POR QUE Danny estava
olhando fixamente para o Raio-X ? (estaria ele sonhando acordado,
premeditadamente, sobre seu futuro ?). POR QUE Myers massacraria
todos aqueles médicos (quero dizer, membros do culto) ? O QUE aqueles bebês
flutuando nos tanques aquáticos deveriam ser ? O QUE era aquela substância
verde na seringa ? E COMO... por favor, me digam (do roterista para todo o
mundo)... COMO Michael Myers... O mal personificado... a incontrolável
força da natureza, que havia sobrevivido a incontáveis ferimentos a
bala, explosões e perfurações... como pode ser, convincentemente, morto
por alguém que portava um CANO ? Poderia Tommy Doyle e o resto do
pessoal IR EMBORA, após o cruel ataque do psicopata, convencidos de que o
eterno bicho-papão teria sido derrotado ?
Estas são coisas que apenas
Mr. Chappelle supostamente entende. Após assistir ao filme finalizado, eu
queria enterrar a minha cabeça na areia. Isso foi como uma afronta para
mim e para os fãs que eu sentia que, de alguma forma, eu representava. Ao
invés de utilizarem o suspense do estilo Carpenter, eles nos deram uma
festa de sangue; ao invés de uma história com lógica, ele nos deram um
tipo de episódio alucinado do X-Files (não me levem a mal, fãs de
Arquivo X - eu adoro o programa !).
continua
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