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F-14A Tomcat / F-14D Super Tomcat
Considerado por muitos o melhor interceptador do mundo e o primeiro dos ditos Supercaças, o Grumman F-14 Tomcat ainda é o principal caça interceptador da U.S. Navy, e é operado também pelo Irã.

O Tomcat foi inicialmente projetado para substituir os velhos McDonnel-Douglas F-4 Phantom II da U.S. Navy, e também para conter os avanços da União Soviética, que, na época, desenvolvia os Mikoyan MiG-25 Foxbat e MiG-27 Flogger-B, além dos Sukhoi Su-24 Fencer e Su-25 Frogfoot. O projeto começou a ser desenvolvido na década de 60, quando o General Dynamics F-111B (versão naval do F-111A, da USAF) teve problemas no sei desenvolvimento. Em 1968, a USN (United States Navy) abriu concorrência para substituição daquele caça. No ano seguinte, a Grumman venceu, com o projeto do F-14A. O primeiro vôo do F-14A foi em 21 de dezembro de 1970, porém a aeronave foi destruída após uma falha no sistema hidráulico. Com o segundo Tomcat, o progresso foi bem mais rápido. As primeiras operações com o Tomcat começaram em junho de 1972, a bordo do porta-aviões Forrestal. Foi quando os esquadrões VF-1 e VF-2 entraram em operação, e em seguida, entregues ao USS Enterprise, em 1974. Apenas uma exportação do F-14 foi feita, apesar de os americanos terem se arrependido. O Irã comprou 80 Tomcats, um pouco antes da ascensão do islamismo. Entretanto, hoje, não se sabe o estado dos Tomcats iranianos, tanto que na guerra contra o Iraque, não foram utilizados, mas sabe-se que será feito um upgrade com aviônicos e motores do Sukhoi Su-27.

O projeto do Tomcat é considerado revolucionário. Os motores, sob a fuselagem, possuem entradas de ar com sistemas de geometria variável, variando o tamanho dos bocais de saída, para evitar o estol dos motores. A geometria é variável também nas asas, com enflechamento mínimo de 20o no bordo de ataque e enflechamento máximo de 68o. Enflechando-as em 20o, dá ao Tomcat uma bela sustentação em pousos e decolagens, além de um excelente desempenho subsônico, ótimo para missões der patrulha. Já no enflechamento máximo, dá a ele uma ótima capacidade em velocidades supersônicas, além de ser uma enorme vantagem nas dogfights e nas missões de interceptação à curta distância. O piloto pode controlar o enflechamento, embora, normalmente, o computador se encarregue do trabalho. Nota-se que os estabilizadores traseiros são bastante grandes, o que ajuda na manobrabilidade. As duas derivas facilitam o trabalho em curva. Há ainda dois freios aerodinâmicos, um entre as derivas, e outro na mesma linha, entre dois planos verticais, abaixo da fuselagem, perto do gancho de engate.
Quanto a equipamentos aviônicos, o radar do F-14 é o Hughes AWG-9, que além de muitas funções, detecta bombardeiros à 315km, caças à 215 km, mísseis de cruzeiro (como o Tomahawk, ou Scud) à 120km, além de moderno RWR (Radar Warning Receiver - Alerta de detecção por radar inimigo), JTDIS, câmeras infravermelhas e equipamento de televisão fornecido pela Northrop, que permite identificação visual à longa distância.
Quanto a armamento, o F-14 é capaz de carregar até quatro mísseis ar-ar de longa distância Hughes AIM-54 Phoenix de radar semi-ativo, que atinge qualquer alvo em qualquer tempo, além dos tradicionais AIM-7F Sparrow (médio alcance, radar semi-ativo), AIM-9L/M/P Sidewinder (curto alcance, infravermelho) e o mais novo AIM-120 AMRAAM - Advanced Medium-Range Air to Air Missile (médio alcance, radar ativo). Há ainda o canhão rotativo General Electric M61A1 Vulcan, resfriado com nitrogênio líquido, além do ar, que atinge 6000 tiros por minuto. Tal configuração de armas permite ao Tocmat voar com seis mísseis Phoenix e dois Sidewinders, ou ainda, quatro Phoenix, dois Sparrow (ou AMRAAM) e dois Sidewinder, além do canhão, com 675 projéteis.

Definição: Caça interceptador biposto (piloto e navegador) de defesa e superioridade aérea embarcada, com algumas variantes podendo ser ocupadas como aeronaves de reconhecimento. Vale lembrar que, no início, a instrumentação era toda analógica, e nas versões modernizadas, conta-se com dois ou três MFD´s (Multi-Funcion Display) e HUD (Head-up display), e ainda contam com controles HOTAS (Hands on Throttle and Stick).
Variantes:
F-14A: Principal versão do Tomcat, impulsionadas por dois turbofans Pratt & Whitney TF30-P-412A, e mais tarde pelos TF30-P-414A, de 93 kN de empuxo cada, mais confiáveis, porém de mesmo empuxo.
F-14A (Tarps): Para obter um substituto ao LTV RF-8G Crusader, a USN adotou o Tomcat para reconhecimento. Essa variante carrega câmeras e radar especial de exploração linear.
F-14B ou F-14A+: Difere do F-14A principalmente pelo uso de turbofans com pós-combustores General Electric F110-GE-400 de 119,2 kN de empuxo cada. Algumas delas podem transportar o Tarps.
F-14D Super Tomcat: Designação para aeronaves novas ou modificadas com aviônicos melhorados, com equipamentos de missão também melhorados, mas ainda impulsionados pelos F110-GE-400.
Comprimento
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19,10 m
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Envergadura (enflechamento à 20o)
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19,55 m
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Envergadura (enflechamento à 68o)
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11,65 m
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Superfície de Asa
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59,42 m2
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Altura
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4,88 m
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Pesos
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Vazio
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18100 Kg
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Máximo de Decolagem
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33742 Kg
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Combustível Máximo Interno
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7350 Kg
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Armamento Máximo Externo
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6600 Kg
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Desempenho
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Alcance
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3220 Km
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Teto Operacional
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17070 m (56000 ft)
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Vel. Máxima
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Mach 2,34
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Usuários : Estados Unidos (U.S. Navy) e Irã (Força Aérea)
By Fernando Tonon
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